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Saúde de servidoras e servidores entra na pauta do SINDSPAM com cobrança por melhores condições de trabalho em Mongaguá

21 de ago.
3 min de leitura

Sindicato tem levado à Prefeitura demandas sobre saúde, segurança e estrutura dos locais de trabalho; debate reforça que afastamentos por doença precisam ser analisados também a partir das condições enfrentadas pela categoria


A saúde das servidoras e dos servidores públicos municipais de Mongaguá vem ocupando espaço nas reivindicações do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autárquicos de Mongaguá (SINDSPAM).


Em 2026, a entidade protocolou cobranças relacionadas à saúde e segurança do trabalho, além de demandas sobre climatização e condições estruturais de unidades municipais. A atuação sindical ajuda a colocar no centro do debate uma questão fundamental: o adoecimento das trabalhadoras e dos trabalhadores não pode ser analisado apenas pelo número de faltas ou atestados médicos, sem considerar o ambiente e a organização do trabalho.


Sindicato cobra medidas de saúde e segurança

Em abril, o SINDSPAM divulgou o Ofício nº 75/2026, dedicado especificamente à saúde e à segurança do trabalho.

A cobrança se soma a outras intervenções do sindicato sobre condições encontradas nos locais de trabalho, incluindo climatização de unidades e estrutura de equipamentos públicos.


A preocupação não é nova. Em março de 2025, o sindicato já havia encaminhado à Prefeitura pedido de instalação ou manutenção de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores em prédios municipais, após receber denúncias de trabalhadoras e trabalhadores submetidos a calor excessivo.


Segundo o documento sindical, essas condições poderiam provocar fadiga, desconforto, alterações de pressão e agravamento de problemas de saúde.


Adoecimento precisa ser analisado pelas causas

Atestados médicos informam que uma trabalhadora ou um trabalhador precisa se afastar por motivo de saúde, mas não explicam, sozinhos, as causas desse adoecimento.


Por isso, uma política de saúde ocupacional precisa olhar para fatores como estrutura dos locais de trabalho, temperatura, ergonomia, jornada, organização das atividades, equipamentos de proteção e riscos específicos de cada função.


Também é importante considerar saúde mental e fatores psicossociais relacionados ao trabalho.


Antes de responsabilizar quem adoece, é necessário investigar se existem condições laborais que contribuem para os afastamentos.


Não há dado público que comprove aumento de atestados

Nas fontes públicas consultadas para esta matéria, não foram encontrados dados atualizados que permitam afirmar que houve aumento de atestados médicos entre as servidoras e os servidores de Mongaguá em 2026.


Por responsabilidade jornalística, essa informação não pode ser apresentada como fato sem comprovação.


A divulgação de dados agregados sobre afastamentos, preservando o sigilo individual, ajudaria a identificar quais áreas apresentam maior incidência de adoecimento e quais situações exigem medidas de prevenção.


Escuta precisa virar resposta

Em maio de 2026, representantes da Ouvidoria Geral do Município participaram de reunião na sede do SINDSPAM, com presença de servidoras e servidores, para discutir escuta institucional, valorização do funcionalismo e melhoria dos serviços públicos.


A existência de canais de diálogo é importante, mas a escuta precisa produzir respostas concretas quando problemas relacionados às condições de trabalho são identificados.


Saúde ocupacional não pode começar apenas quando uma trabalhadora ou um trabalhador já precisa se afastar.


Organização sindical transforma problemas individuais em pauta coletiva

As cobranças do SINDSPAM mostram que a defesa das servidoras e dos servidores vai além das questões salariais.


Quando o sindicato recebe denúncias, registra problemas, protocola ofícios e cobra providências sobre estrutura e segurança, transforma dificuldades vividas individualmente nos locais de trabalho em uma pauta coletiva.


Essa organização é fundamental para que o adoecimento não seja tratado como responsabilidade exclusiva de quem apresenta um atestado, mas como uma questão que também exige prevenção, investigação das causas e compromisso do poder público com condições dignas de trabalho.


Defender a saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores também significa defender a qualidade do serviço público oferecido à população de Mongaguá.


Fontes: SINDSPAM – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autárquicos de Mongaguá; Prefeitura Municipal de Mongaguá; legislação e documentos públicos relacionados à saúde e segurança do trabalho. Consultas realizadas em agosto de 2026.

 
 
 

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