top of page

Prêmio de Memória e Verdade recebe indicações até 5 de outubro em São Paulo

há 21 horas
3 min de leitura

Iniciativa reconhece pessoas e instituições que atuam pela memória, verdade, justiça, reparação e democracia


Estão abertas até 5 de outubro de 2026 as indicações para a 10ª edição do Prêmio de Direito à Memória e à Verdade Alceri Maria Gomes da Silva, iniciativa que reconhece pessoas e instituições com atuação na preservação da memória, na busca pela verdade, na promoção dos direitos humanos e na defesa da democracia. As indicações podem ser apresentadas pela sociedade civil e por órgãos ou entidades do município de São Paulo.


A edição deste ano é regulamentada pelo Edital CPB nº 007/2026 e contempla iniciativas desenvolvidas na cidade de São Paulo ou que tenham o município como tema de pesquisa, formação, preservação da memória ou ação pública. Podem ser indicados trabalhos relacionados à justiça de transição, reparação, educação para a democracia e preservação de documentos, testemunhos e lugares de memória.


A premiação cria uma oportunidade para dar visibilidade a trajetórias e iniciativas comprometidas com a preservação da história e com o reconhecimento das violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar. Para organizações sindicais e movimentos sociais, a iniciativa também dialoga com a preservação das histórias de trabalhadoras e trabalhadores que participaram das lutas democráticas e da organização coletiva em defesa de direitos.


Sociedade civil pode fazer indicações

As indicações podem ser realizadas por meio de formulário eletrônico até 5 de outubro. Nesta edição, será concedido um Prêmio de Maior Destaque, destinado a uma pessoa ou instituição, além de duas Menções Honrosas, uma destinada a pessoa física e outra a pessoa jurídica.


A escolha será realizada por um júri independente. A cerimônia de entrega está prevista para 2 de dezembro de 2026, com local e horário a serem divulgados posteriormente.


A possibilidade de indicação pela sociedade civil amplia a participação de sindicatos, movimentos populares, organizações de direitos humanos, universidades, coletivos e outras entidades que conheçam pessoas ou instituições com trajetória relacionada à memória, verdade, justiça, reparação e democracia.


Memória também faz parte da história das trabalhadoras e dos trabalhadores

A relação entre memória e mundo do trabalho está presente na própria história que dá nome à premiação. Alceri Maria Gomes da Silva nasceu em 1943, foi operária metalúrgica e participou da resistência à ditadura militar. Aos 27 anos, foi morta por agentes do Estado. Sua história está ligada tanto à luta democrática quanto à busca de sua família pelo reconhecimento da responsabilidade estatal por sua morte.


Dar seu nome ao prêmio contribui para preservar a memória de uma trabalhadora cuja trajetória integra a história das lutas políticas e sociais brasileiras. Também aproxima a política de memória das experiências construídas por trabalhadoras e trabalhadores que participaram de movimentos pela democracia, liberdade de organização e ampliação de direitos.


Para o movimento sindical, preservar essas histórias significa reconhecer que muitos direitos existentes atualmente foram construídos por meio da organização coletiva. Arquivos sindicais, documentos, fotografias, jornais, depoimentos e registros de mobilizações também são parte da memória social do país e podem contribuir para que novas gerações conheçam essas experiências.


Prêmio existe desde 2016

O Prêmio de Direito à Memória e à Verdade Alceri Maria Gomes da Silva foi instituído em 2016 e passou por atualizações posteriores em suas regras. A premiação é concedida anualmente e reconhece pessoas e instituições que se destacam na promoção e na defesa do direito à memória e à verdade.


Ao longo de suas edições, já foram reconhecidas pessoas e organizações com atuação na defesa dos direitos humanos e da democracia. Entre elas estão Amelinha Teles, Movimento Independente Mães de Maio, Instituto Vladimir Herzog, Núcleo de Preservação da Memória Política e Instituto de Estudos sobre a Violência do Estado, além de outras iniciativas e trajetórias.


Mais do que recordar acontecimentos, políticas de memória e reparação contribuem para preservar documentos, registrar experiências, reconhecer responsabilidades e fortalecer uma cultura democrática comprometida com os direitos humanos.


Como fazer uma indicação

Pessoas interessadas em apresentar uma indicação devem consultar o Edital CPB nº 007/2026 e preencher o formulário eletrônico disponibilizado para a edição de 2026. O prazo termina em 5 de outubro, e as informações sobre critérios e participação estão reunidas na página oficial da premiação.


A abertura das indicações também oferece às organizações sindicais uma oportunidade de olhar para sua própria história e para as pessoas e instituições que contribuíram para preservar a memória das lutas sociais. Reconhecer essas trajetórias é também manter vivas as experiências de organização, resistência e defesa da democracia construídas por trabalhadoras e trabalhadores.


Fontes: Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo; Coordenação de Educação em Direitos Humanos; legislação municipal do Prêmio de Direito à Memória e à Verdade Alceri Maria Gomes da Silva.

 
 
 

Comentários


 

 

 

Federação dos Trabalhadores na Administração e do Serviço Público Municipal no Estado de São Paulo

Logo Fetam

Facebook

Instagram
YouTube

Endereço:

Rua da Quitanda, 162 – 4º andar, Centro, São Paulo – SP

Serviço público — a gente que faz

bottom of page