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SINDSPAM contesta dados apresentados em audiência sobre o UniversalizaSP em São Carlos

  • 3 de jun.
  • 2 min de leitura

O Sindicato dos Servidores Públicos e Empregados Públicos Municipais e Autárquicos de São Carlos, Dourado e Ibaté — SINDSPAM participou, na segunda-feira, 25 de maio, da audiência pública que debateu os impactos do programa UniversalizaSP em São Carlos.


A atividade contou com ampla participação popular e presença massiva dos servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto — SAAE. Também participaram o prefeito Netto Donato, o presidente do SAAE, Derike Contri, e a secretária de Estado do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.


Durante a audiência, o vice-presidente do SINDSPAM, Lucinei Custódio, contestou informações apresentadas no estudo utilizado para embasar o debate sobre o programa. Segundo ele, profissionais do SAAE identificaram inconsistências nos dados expostos, sendo que muitos deles sequer corresponderiam à realidade do município de São Carlos.


De acordo com o dirigente sindical, o SAAE já distribui praticamente 100% de água tratada e possui 99% de coleta e tratamento de esgoto. Lucinei também destacou que os laboratórios da autarquia contam com certificados de qualidade e que o serviço é autossuficiente, necessitando, segundo ele, de gestão responsável, e não de concessão ou privatização.


“O SAAE é autossuficiente e só precisa de gestão séria. Concessão ou privatização não é a solução”, afirmou Lucinei Custódio.

Preocupação com aumento de tarifas e perda de autonomia


O vice-presidente do SINDSPAM também manifestou preocupação com a possibilidade de aumento nas contas de água da população em caso de concessão do serviço à iniciativa privada. Segundo ele, a tarifa de água em São Carlos é considerada baixa em comparação com outras cidades, e a entrega do SAAE à iniciativa privada poderia resultar em aumento expressivo das cobranças e redução da qualidade do serviço prestado.


Lucinei ainda alertou para o risco de o município perder autonomia na gestão dos recursos hídricos. Para o dirigente, enquanto o SAAE permanece vinculado à Prefeitura, a população pode cobrar diretamente do prefeito, dos vereadores e da própria administração pública. Em uma eventual concessão ou privatização, essa capacidade de controle social poderia ser enfraquecida.


Durante sua intervenção, o representante do Sindicato também cobrou que o prefeito Netto Donato cumpra o compromisso assumido durante a campanha eleitoral de não realizar concessão ou privatização do SAAE.


Defesa do SAAE público


Para o SINDSPAM, o debate sobre o UniversalizaSP precisa considerar a realidade concreta do saneamento em São Carlos, a qualidade do serviço prestado pelos servidores e o papel estratégico do SAAE como patrimônio público da cidade.


O Sindicato reafirmou sua posição em defesa da manutenção do serviço público, da valorização dos trabalhadores e da garantia de acesso à água e ao saneamento como direitos fundamentais da população.


A FETAM/SP se soma à defesa dos serviços públicos municipais e reforça a importância da participação popular, da transparência dos dados e do controle social em qualquer debate que envolva concessões, privatizações ou mudanças na gestão de serviços essenciais.


Água não é mercadoria. O SAAE é patrimônio de São Carlos e pertence ao povo.

 
 
 

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