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Servidores da FUSAM suspendem greve após quatro semanas de mobilização e mantêm estado permanente de luta

  • 3 de jan.
  • 2 min de leitura

Após quatro semanas marcadas por intensa mobilização, resistência e unidade, os servidores da Fundação de Saúde e Assistência do Município (FUSAM) decidiram suspender a greve, mantendo, no entanto, estado permanente de mobilização. A decisão foi tomada coletivamente pela categoria, que segue firme na defesa do retorno do prato de comida, direito garantido em acordo coletivo e retirado pela atual gestão municipal, comandada pelo prefeito Yan Lopes (PODEMOS).


A suspensão do movimento grevista não representa o encerramento da luta. Ao contrário, os servidores reforçam que a mobilização segue ativa, agora concentrada também no campo jurídico, onde a disputa pelo direito segue em andamento.


Disputa judicial continua


Atualmente, o impasse envolvendo o prato de comida tramita em diferentes instâncias do Judiciário:

  • Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP): o processo aguarda parecer do Ministério Público;

  • Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15): o sindicato aceitou a proposta de devolução do prato de comida, mas a FUSAM e a Prefeitura ainda não apresentaram resposta. O prazo para manifestação termina em 05 de dezembro;

  • Vara do Trabalho de Caçapava: a Ação de Cumprimento segue aguardando decisão, com prazo de 10 dias para manifestação da Prefeitura.


Enquanto isso, os servidores permanecem atentos e organizados, acompanhando cada etapa do processo.


Consciência de classe e fortalecimento da categoria


As semanas de greve foram marcadas por forte engajamento da categoria, que demonstrou consciência coletiva e capacidade de organização. Para o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Caçapava e Jambeiro (SINDSERV), o movimento fortaleceu os trabalhadores e deixou claro que direitos conquistados não podem ser retirados de forma arbitrária.


O presidente do Sindserv, Edson Enrique, resumiu o momento ao afirmar:

“Encerramos uma etapa, não a luta.”

A entidade sindical reforça que a responsabilidade agora está nas mãos do Executivo municipal. Caso o direito ao prato de comida não seja restabelecido, a categoria não descarta a retomada da greve, com ainda mais força.


Próximos passos


A mobilização segue com nova assembleia marcada para o dia 08 de dezembro, quando os servidores irão avaliar os desdobramentos jurídicos e políticos do processo e definir os próximos passos da luta.


O SINDSERV reafirma seu compromisso com a defesa intransigente dos direitos dos servidores e segue cobrando da Prefeitura e da FUSAM: devolvam o prato de comida.

 
 
 

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