Governo anuncia reformulação do Auxílio Gás para garantir acesso ao botijão de GLP em todo o país
- 1 de set. de 2025
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O governo federal está prestes a lançar um novo modelo do Auxílio Gás, com o objetivo de assegurar que famílias de baixa renda tenham acesso real ao botijão de gás de cozinha (GLP), substituindo o atual subsídio financeiro por uma alternativa mais eficaz e justa. O anúncio foi feito pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, durante o programa Bom Dia, Ministro, transmitido pela EBC em 27 de agosto.
Novo modelo ampliado
O programa, divulgado como pronto para ser implementado, prevê um alcance gradual até março, atingindo 15,5 milhões de famílias — mais de 46 milhões de pessoas.
Atualmente, 5,6 milhões de famílias são beneficiadas por meio do CadÚnico com R$ 108 a cada dois meses, valor correspondente ao preço médio nacional do botijão de 13 kg (entre R$ 105 e R$ 109).
A proposta é transformá-lo em um vale-crédito, utilizado em distribuidoras cadastradas com apresentação do CPF.
Disparidades regionais e dignidade
O crítico atual modelo falha em localidades onde o botijão é vendido por R$ 160 a R$ 170, cerca de R$ 60 acima da média nacional, prejudicando o acesso das famílias mais vulneráveis.
Segundo Rui Costa, o novo formato permitirá:
“entregar o botijão às pessoas… possibilitar que a pessoa tenha dignidade para cozinhar seus alimentos… reduzir muito o índice de queimaduras de crianças e mulheres…”
Recursos financeiros
Para o próximo ano, o governo planeja um investimento de R$ 13,6 bilhões na nova estrutura do auxílio.
Perspectiva sindical
Do ponto de vista sindical, a reformulação do Auxílio Gás representa avanço importante na luta contra a pobreza energética e na promoção da dignidade da classe trabalhadora. A troca do benefício fixo por um vale efetivamente utilizado em distribuidoras credenciadas garante maior eficiência e menor vulnerabilidade diante das altas regionais dos preços.
Para movimentos como a Fetam-SP, esta mudança reforça a necessidade de monitoramento e mobilização ativa em defesa de políticas públicas que realmente atendam às demandas dos trabalhadores. O reforço no valor e na forma de acesso ao gás de cozinha atende diretamente à base municipalista — especialmente em regiões periféricas, onde o custo de vida pressiona o orçamento familiar.





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