1ª Conferência Nacional de Inteligência Artificial com Direitos Sociais coloca trabalhadores no centro do debate sobre tecnologia
- 5 de set. de 2025
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São Bernardo do Campo será palco de um evento inédito que conecta inovação tecnológica, direitos sociais e luta sindical
Nos dias 2 e 3 de outubro de 2025, acontece a 1ª Conferência Nacional de Inteligência Artificial com Direitos Sociais, um evento que marca um passo histórico na articulação entre tecnologia e mundo do trabalho. A iniciativa, organizada pela Frente Inteligência Artificial com Direitos Sociais – Ceará, será realizada em São Bernardo do Campo (SP), com atividades no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e na Universidade Federal do ABC (UFABC).
Contexto e objetivos
A conferência busca debater os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho e na sociedade brasileira, com foco em assegurar que o avanço tecnológico não se traduza em retrocessos para os trabalhadores.
Entre os objetivos estão:
analisar os efeitos da automação sobre empregos e relações laborais;
elaborar reivindicações por proteção social e justa distribuição dos ganhos de produtividade;
discutir soberania digital e fortalecimento de tecnologias públicas e abertas;
combater o poder concentrado das Big Techs e a desinformação;
construir um plano de ação nacional para pressionar por políticas públicas que reduzam desigualdades.
Programação
2 de outubro (quinta-feira): recepção e credenciamento dos participantes no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
3 de outubro (sexta-feira): conferência principal na UFABC, com painéis sobre:
Big Techs e desigualdade;
Futuro do trabalho e requalificação profissional;
Direitos sociais e sindicais na era da IA;
Desafios da regulamentação da IA no Congresso Nacional.
encontro será encerrado com a aprovação da Carta do Encontro sobre IA e o Mundo do Trabalho e com a criação da Frente Nacional de IA com Direitos Sociais, que dará continuidade às articulações após o evento.
Público e participação
A conferência reunirá dirigentes sindicais, servidores públicos, acadêmicos, pesquisadores, ativistas digitais, parlamentares e gestores públicos. Essa pluralidade reflete o caráter democrático da iniciativa, que busca ouvir diferentes setores sobre como a IA deve ser regulada e aplicada no Brasil.
As inscrições são gratuitas e feitas pelas entidades convidadas, que têm direito a vagas conforme seu porte. Cada sindicato, federação ou confederação inscreve seus representantes até 30 de setembro de 2025, arcando com os custos de deslocamento e hospedagem.
Importância sindical e política
Para entidades como a Confetam e a Fenajufe, a conferência é estratégica. Ela ocorre em um momento em que o Congresso Nacional discute o Marco Legal da Inteligência Artificial, e suas resoluções podem influenciar diretamente a formulação de políticas públicas.
Segundo os organizadores, o impacto esperado é garantir que a inteligência artificial no Brasil seja um instrumento de inclusão social, fortalecimento dos direitos e soberania nacional, e não um fator de precarização do trabalho.
Resultados esperados
O evento deve gerar:
um Documento de Reivindicações a ser entregue ao Ministério do Trabalho;
uma Carta de Princípios e Plano de Luta;
campanhas públicas de conscientização sobre IA e justiça social;
a criação da Frente Nacional de IA com Direitos Sociais.
Um marco histórico
A conferência inaugura um espaço nacional de debate sobre IA com enfoque em trabalhadores, direitos sociais e democracia. Mais do que discutir tecnologia, o encontro questiona quem ganha e quem perde com a IA, propondo um modelo de desenvolvimento tecnológico que sirva ao bem comum.
Fonte: Confetam, Fenajufe, Sitraam e Frente IA com Direitos Sociais.





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